Escrevi
um texto muito longo, mas para poupar fretes e lamechices, vou
resumir: a culpa foi da Isa! Ela tinha um cantinho sossegado na
blogosfera, onde todas as noites postava um poema de um poeta mais ou
menos famoso, que me sabia muito bem ler antes de encerrar o PC.
Através dela conheci o blogue da Su e depois o do Vício (na altura,
tinha outro nickname!), do Nelson e mais um ou outro, onde ia lendo
outros tópicos e comentando – quando conseguia.
Daí
até desejar ter um blogue meu... passaram alguns largos meses!
Porque sempre adorei ler e escrever, fazia todo o sentido.
Experimentei todas as dicas que a Isa me deu (via mail) e, em
novembro de 2006, abri este casinhoto, para decidir por outro
diferente do blogger. Cantinho ainda mais sossegadinho, onde
raramente obtinha comentários. Mas escrevia, que era o que me
apetecia... Até que um dia, “apagou”!
Na
época, calhou estar com obras em casa – que são sempre um
pandemónio – com a livralhada toda espalhada pelo chão, num total
de 1128 títulos, já devidamente contabilizados e organizados num
ficheiro do computador. Chateada que nem um peru (no Natal), restava
o último recurso: mudar de endereço blogosférico, onde, por acaso
ou sorte de principiante, encontrei a inicial inscrição no
blogger. O que também facilitava comentar nos poucos blogues que
conhecia ou fui conhecendo...
O
resultado está à vista: no final de junho, já decidira que não
existiriam mais mudanças, apesar do anterior ter reaberto, para
novamente ficar mudo e quedo durante cerca de um mês, e reabrir
sabe-se-lá-quando-e-como! Essa decisão nem foi longamente
ponderada, a interatividade que aqui encontrei estava muito, mas
muito longe, do capítulo do blogue antecedente. E isso devo à Vani, ao Vício, à Pascoalita, ao Rafeiro Perfumado, à
Su, ao Capitão Merda, à Diabba e a todos os outros comentadores que se
seguiram (e que já não consigo nomear individualmente, por serem
muitos - cerca de 13 mil comentários depois, uma vez que quase
metade são respostas minhas), que me incentivaram a continuar a
escrever e a aprender com outras vivências e formas de estar.
Hoje,
com a noção de que a blogosfera também reflete o mundo real, com o
prazer de ter conhecido pessoalmente alguns outros bloguistas, julgo
entender o virtual e o que tem de melhor e pior. E o melhor compensa!
Venham mais cinco:
Como
para “resumo” o texto já vai mais que longo, quero simplesmente
agradecer a TODOS a atenção e até o carinho demonstrados nestes 5
anos...
OBRIGADA E BEM HAJAM, AMIGOS!
Imagem da net.

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