quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Outras eras...

Quem são eles?

sábado, 3 de setembro de 2011

Colagem fotográfica!

Para primeira experiência, não está mal de todo! :)
As fotografias são de Carlos Bau.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Formigame!

Nada a declarar!

sábado, 2 de julho de 2011

ANEDOTA DOS REMADORES

Numa competição entre Portugal e o Japão, Portugal chegou em último. Quando se analisou a constituição dos barcos, verificou-se que a equipa japonesa tinha 1 chefe de equipa com megafone, e 10 remadores, e a portuguesa 10 chefes de equipa com megafone e um remador.
Fez-se rapidamente uma restruturação. Na corrida seguinte, tornámos a perder. A equipa japonesa continuava com um 1 chefe de equipa e 10 remadores. A equipa portuguesa tinha 1 chefe de equipa, 2 planeadores de estratégia, 3 chefes de departamento, 1 director de recursos humanos, 2 assessores, e 1 remador.
Analisaram-se os maus resultados e concluiu-se que o remador era incompetente, e que era preciso implementar as mais modernas estratégias de produção.
No ano seguinte, a equipa japonesa mantinha o gajo do megafone e os 10 remadores. A portuguesa era agora constituída por 1 chefe de equipa, 2 auditores de qualidade, 1 assessor de empowerment, 1 supervisor de downsizing, 1 director de tecnologia, 1 analista de informática, 1 controler, 1 chefe de departamento, 1 controlador de tempo, e 1 remador.
Perdemos catastroficamente. Conclusão: depois de tantos esforços na sua formação e acompanhamento, o remador continua incompetente. Foram abolidos todos os seus benefícios e incentivos, e decidiu-se contratar um novo remador, mas desta vez com contrato de prestação de serviços a terceiros e sem vínculos laborais para não se ter de lidar com os sindicatos que degradam a produtividade.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Como é que se esquece...?

Como é que se Esquece Alguém que se Ama?  
Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.

Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'

quinta-feira, 16 de junho de 2011

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Aragem

Com ou sem aragem? :)