Numa competição entre Portugal e o Japão, Portugal chegou em último. Quando se analisou a constituição dos barcos, verificou-se que a equipa japonesa tinha 1 chefe de equipa com megafone, e 10 remadores, e a portuguesa 10 chefes de equipa com megafone e um remador.
Fez-se rapidamente uma restruturação. Na corrida seguinte, tornámos a perder. A equipa japonesa continuava com um 1 chefe de equipa e 10 remadores. A equipa portuguesa tinha 1 chefe de equipa, 2 planeadores de estratégia, 3 chefes de departamento, 1 director de recursos humanos, 2 assessores, e 1 remador.
Analisaram-se os maus resultados e concluiu-se que o remador era incompetente, e que era preciso implementar as mais modernas estratégias de produção.
No ano seguinte, a equipa japonesa mantinha o gajo do megafone e os 10 remadores. A portuguesa era agora constituída por 1 chefe de equipa, 2 auditores de qualidade, 1 assessor de empowerment, 1 supervisor de downsizing, 1 director de tecnologia, 1 analista de informática, 1 controler, 1 chefe de departamento, 1 controlador de tempo, e 1 remador.
Perdemos catastroficamente. Conclusão: depois de tantos esforços na sua formação e acompanhamento, o remador continua incompetente. Foram abolidos todos os seus benefícios e incentivos, e decidiu-se contratar um novo remador, mas desta vez com contrato de prestação de serviços a terceiros e sem vínculos laborais para não se ter de lidar com os sindicatos que degradam a produtividade.
Fez-se rapidamente uma restruturação. Na corrida seguinte, tornámos a perder. A equipa japonesa continuava com um 1 chefe de equipa e 10 remadores. A equipa portuguesa tinha 1 chefe de equipa, 2 planeadores de estratégia, 3 chefes de departamento, 1 director de recursos humanos, 2 assessores, e 1 remador.
Analisaram-se os maus resultados e concluiu-se que o remador era incompetente, e que era preciso implementar as mais modernas estratégias de produção.
No ano seguinte, a equipa japonesa mantinha o gajo do megafone e os 10 remadores. A portuguesa era agora constituída por 1 chefe de equipa, 2 auditores de qualidade, 1 assessor de empowerment, 1 supervisor de downsizing, 1 director de tecnologia, 1 analista de informática, 1 controler, 1 chefe de departamento, 1 controlador de tempo, e 1 remador.
Perdemos catastroficamente. Conclusão: depois de tantos esforços na sua formação e acompanhamento, o remador continua incompetente. Foram abolidos todos os seus benefícios e incentivos, e decidiu-se contratar um novo remador, mas desta vez com contrato de prestação de serviços a terceiros e sem vínculos laborais para não se ter de lidar com os sindicatos que degradam a produtividade.

